Borges e a internet III

Não me recordo como cheguei ao site de Martín Hadis.

Lo abrí al azar.
Abri-o ao acaso.
I opened it at random.

Lido com a internet de maneira similar ao aposentado do Livro de areia. Abro as páginas pesquisadas ansiosa para saber o que virá e mudo rapidamente para conferir a próxima página que poderá ser mais interessante – como muitas vezes é, e mais, descubro outro assunto tão interessante quanto o da minha busca original. Não me contenho e sigo esse novo assunto, o qual se bifurca em novos textos, lindas imagens e até mesmo música!

Las páginas, que me parecieron gastadas y de pobre tipografía, […] El texto era apretado […]
As páginas que me pareceram gastas e de pobre tipografia, […] O texto era apertado […]
The pages, which seemed worn and badly set, […] The text was cramped, […]

O medo de não mais achar uma determina página, faz com que eu a deixe aberta… Acidentalmente posso eliminá-la – então a coloco nos meus “Favoritos”.

Mírela bien. Ya no la verá nunca más.

Olhe-a bem. Nunca mais a verá.

Look at it well. You will never see it again.”

Mais tarde percebo que o nome da página, o que é usado para identificá-la e adicioná-la de forma automática a minha lista de favoritos não remete, nem por metáforas, ao assunto de que trata! E os meus Favoritos já estão inundados de outras páginas provisórias, com os nomes mais estranhos e sem sentido como “Mouse Party.swf (Objeto application/x-shockwave-flash)” – Gad! o que será isto? vejo mais tarde – esperando uma leitura mais calma para ver se de fato valem a pena serem colocados em pastas por assuntos.

Las fui anotando en una libreta alfabética, que no tardé en llenar.

Fui anotando-as em uma caderneta alfabética, que não demorei a encher.

I began noting them down in an alphabetized notebook, which was very soon filled.

Eu sei que é possível achar o que “perdemos” das consultas na internet por meio da memorização do computador, mas para isso é preciso primeiro acionar minha própria memória. E quem diz que consigo lembrar do “labirinto” que percorri, como “um jardim de veredas que se bifurcaram”. Eu precisaria ser “Funes, el memorioso”!
Voltando ao professor Hadis. Descobri no site dele, Internetaleph, dedicado a Jorge Luis Borges, links para textos relacionando Borges com a web, de outros autores. E um texto do próprio Hadis sobre o mesmo tema, onde diz:

Como toda creación humana, la internet es, además, finita. A diferencia de la Biblioteca sin fin imaginada por Borges, el ciberespacio tiene una magnitud vasta pero limitada.

Nesse texto Martín Hadis fala não só da internet como também de inteligência artificial. Links abaixo.

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