Memorial de Maria Moura

O Memorial de Maria Moura, tem o mesmo ritmo de Dôra, Doralina, só que mais bruto, a vida no sertão como ela era ou talvez seja até hoje. E a pergunta fica lá matutando na nossa cabeça: que fim levou Maria Moura? Que rumo vai tomar essa criatura?Rachel de Queiróz é mestra em te deixar querendo sempre ler o próximo capítulo mesmo quando o sono faz arder teus olhos.

A alegria de descobrir que conhecia palavras como pabulando*. Onde será que ouvi isso no outro extremo do país? É lembrança de criança, disso tenho certeza.

Me chamaram a atenção duas coisas: no início do livro a primeira das dedicatórias é para Rainha Elizabeth I (1533 – 1603) pela inspiração; no final do último capítulo a data do término do livro com horário, “Rio, 22 de fevereiro de 1992, onze da manhã” .

Editora Siciliano, 2ª ed, 1992

Memorial de Maria Moura de Rachel de Queiroz

* 1. Que está se exaltando por vaidade, demonstrando arrogância, ostentando suas próprias qualidades; 2. Que está desprezando (algo ou alguém), mostrando superioridade.

Anúncios

A invenção de Morel

A Invenção de Morel, de Adolfo Bioy Casares.
Tradução de Samuel Titan JR, prólogo de Jorge Luis Borges e posfácio de Otto Maria Carpeaux. Editora Cosac Naif, 4ª reimprensão, 2012.

Borges na quarta capa:

“Discuti com o autor os pormenores da trama e a reli; não me parece uma imprecisão ou uma hipérbole qualificá-la de perfeita.”

Carpeaux no prólogo:

“Pois assim como o fugitivo de Bioy Casares temos todos nós a escolha, apenas, entre a morte pela peste e a prisão na vida – até a morte.”

Meu destaque para o “longo purgatório”, página 31:

“Não esperar nada da vida, para não arriscá-la; dar-se por morto, para não morrer.”

 

Dôra, Doralina

Dôra, Doralina, Rachel de Queiróz

“… mas o medo não depende de crença ou descrença, medo entra pelo couro da gente, se enfia pelos poros, sei lá.”

Dôra ou Doralina, como ela preferia, entrou no meu cérebro e tomou conta dos meus poros. Li em pouco tempo e de vez em quando penso nela e em como a vida dá voltas e acabamos no mesmo lugar.Dôra, Doralina de Rachel de Queiroz

Livros ilustrados por Tarsila do Amaral

Livros ilustrados por Tarsila do Amaral

Quando comprei os livros não percebi a assinatura nas ilustrações. O primeiro que vi na prateleira foi o Comentários (de bello gallico) de Cesar, que escolhi pensando ser uma tradução diferente da que eu já possuía. Li apenas uma parte da apresentação, que é muito interessante e não percebi que a tradução era a mesma, de Francisco Sotero do Reis. Acabei comprando todas que achei: Obras de Cícero, as Cartas de amor de Abelardo e Heloisa e Pensamentos de Marco Aurélio.

Mais tarde, olhando com calma e analisando para ver o que seria possível fazer em matéria de restauro dos livros, vi a assinatura. Fiquei na dúvida. As ilustrações seriam mesmo da Tarsila?! Comentando com Leticia recebi o que chamo de prova irrefutável de autoria “filhinha, frila a gente não recusa”. Esse trabalho de ilustração é citado nesta página no site da TV Cultura e no artigo “‘Fundo de gaveta’ revela Tarsila ilustradora” na Folha de S. Paulo em 19/01/2008, trecho abaixo:

O catálogo que registra a obra completa da modernista Tarsila do Amaral irá reunir cerca de 2.000 trabalhos, quase o dobro do resultado do primeiro levantamento sobre a produção da artista, publicado em 1975, e realizado pela crítica e curadora Aracy Amaral.
Organizada por uma parceira entre a produtora Base 7 e a Pinacoteca do Estado, a nova publicação ampliou consideravelmente o número de obras conhecidas da artista ao incorporar uma grande quantidade de ilustrações para livros e jornais.
“Nossa previsão era de um acréscimo de 20% de obras, mas encontramos muitas ilustrações. Só entre 1940 e 1944 ela ilustrou 29 livros para a série “Os Mestres do Pensamento”, dirigida por José Pérez”, conta Maria Eugênia Saturni, diretora da Base 7. Artigo completo aqui.

Cartas de Amor, Abelardo e Heloísa | Pensamentos, Marco Aurélio | Obras, Cícero | Comentários (de bello gallico), Cesar

Cartas de Amor, Abelardo e Heloísa | Pensamentos, Marco Aurélio | Obras, Cícero | Comentários (de bello gallico), Cesar

Capas | Sarita e seus amiguinhos

Não, a capa não é bonita, mas é da cartilha com a qual fui alfabetizada. Eu nem lembrava mais das imagens, somente das letras – cursivas arredondadas que eu achava o máximo e tentava imitar fazendo um esforço enorme com a mão! Por muito tempo procurei por um exemplar da “Cartilha da Sarita”, que eu jurava era o nome do livro, pois o meu exemplar não faço a menor ideia que fim levou… Procurei em sebos de Porto Alegre e Pelotas, e nada. Parece que ninguém nunca a usou. A única informação foi do site da UFRGs.

Se alguém souber de algum exemplar com um preço modesto, por favor, entre em contato.

Sarita e seus amiguinhos

Sarita e seus amiguinhos, de Cecy Cordeiro Thofehrn e Jandira Cardias Szechir, Editora do Brasil S/A, 1953. Imagens e dados do site da UFRGs,